As Mídias Sociais e o Marketing no Varejo

Imagino que você já tenha percebido que a comunicação mudou muito nos últimos 10 anos e que a perspectiva é de que continue a mudar com uma velocidade absurda pelos próximos anos. Então se você é como eu da geração que aprendeu datilografia, vou te dar uma dica: CONECTE-SE! Mas conecte-se com vontade: faça cursos sobre comunicação e mídias digitais, assista vídeos sobre o assunto, participe de comunidades que discutem as mídias no novo marketing, crie perfis e interaja nas plataformas de Telegram, WhatsApp, Snapchat, Instagran, Periscope e o já tradicional Facebook. A sobrevivência do seu negócio no varejo pode depender isso, sabia?!?

Estudar estas novas formas de comunicação é o começo para entender como vender melhor seus produtos e serviços para esse novo público conectado e cheio de desejos e expectativas novas! E o melhor de tudo é que existem ferramentas incríveis hoje para acompanhamento de resultados de suas postagens e investimentos em mídias que permitem avaliar continuamente o êxito (ou não) dos passos dados em busca dos clientes. Convenhamos que é muito melhor do que ficar distribuindo panfletos em sinais de trânsito… ou deixando seus panfletos em balcões empoeirados.

Foto: Geralt - Pixabay

Foto: Geralt – Pixabay

Não importa se o seu negócio é online ou off-line! A internet é o melhor e mais eficaz meio de comunicação com o seu cliente! Ela permite que você e sua empresa estejam mais próximos do público-alvo, conhecendo e interagindo a partir das necessidades e desejos dele – o que o permitirá mais do que entender o que ele precisa, mas qual a importância e o real significado que isso tem para ele.
No varejo estes novos canais de comunicação oferecem uma oportunidade ainda muito maior de reverter ações orquestradas de divulgação, em vendas de qualidade e aumento de faturamento, sem depender tão diretamente da indicação de clientes, ponto de venda ou parcerias. Penso que o uso destes recursos pode ser a libertação de muitos lojistas que se vêem oprimidos em função do grande número de grandes varejistas e lojas online que brotam a cada semana.

Os lojistas do segmento de aventura no Brasil estão bastante habituados a usar e seus preços com a concorrência como um importante termômetro sobre seus serviços e produtos. Alguns empresários olham os comentários e notas diariamente, não apenas de sua empresa, mas de seus concorrentes, e a partir daí tomam decisões sobre formas de pagamento, realinhamento de atendimento, e demais serviços prestados. Mas chamo a atenção de que esta postura é reativa!
Ou seja, apesar de se estar em ação e ouvir o cliente, por outro lado não há um canal ativo e proativo de comunicação, onde a loja divulgue, por exemplo, seus novos produtos, promoções, dicas de camping, ou ainda que valorize a equipe e a expertise dos vendedores (sejam as viagens que eles realizaram e os testes com os equipamentos). Divulgar e comemorar pequenos resultados do dia-a-dia com seus clientes e seguidores nas redes sociais, ajuda a humanizar e aproximar sua marca da vida real. Ou ainda ajuda a criar uma atmosfera de sonho e experiência única, onde seus seguidores desejem estar para conseguir vivenciar da mesma fonte de encantamento!

Perceba que ninguém quer somente comprar uma rede Kampa ou uma mochila. As pessoas procuram um equipamento que permita realizar sua viagem com mais prazer, que possam proporcionar momentos de contato com a natureza e que mereça ser fotografado e compartilhado nas redes sociais. Desejam uma noite de sono restaurador, contar estrelas cadentes sem passar frio, que permita acordar renovado no dia seguinte para tomar um café da manhã que encha os olhos e permita continuar a caminhada sem preocupação de bolhas no pé por uma bota de baixa qualidade! Se a preocupação dos clientes enquanto aventureiro fosse somente o preço, o grande varejista Francês de esportes já teria causado a falência de todas as lojas de aventuras nas cidades onde eles se instalaram!

Foto: Divulgação Kampa

Foto: Divulgação Kampa

Escute, você que ainda acredita que boa parte dos clientes busca preço… eu te digo que não estamos falando sobre isso! Você pode até vender redes made in China, não importa, mas a apresentação, o cuidado, a limpeza e a comunicação com o cliente devem seguir os mesmos passos que uma loja de moda de shopping! Isso porque estou falando de posicionamento mercadológico e relacionamento com o cliente! O que em hoje em dia é fundamental!!
Peço que você reflita um pouco sobre como as pessoas ficam sabendo que sua loja existe e que tipo de relacionamento você tem com seus potenciais clientes! Você coloca anúncios em portais, faz parcerias com parceiros online, paga comissionamento para guias, e agências de viagens? Legal… Mas e com o cliente? Como você fala com ele? Você depende que outras pessoas vendam você? Será que essa estratégia está adequada?

Espero ter jogado suficientes sementes de dúvidas e que isso provoque sua saída da zona de conforto!

Deixe aqui seus comentários! Será um prazer conversar contigo!

Artigo escrito para a Kampa por Ana Cristina Trevelin, consultora e diretora da Bionúcleo Gestão e Desenvolvimento – www.bionucleo.com.br

Sobre Palmieri

Palmieri, trabalha na Kampa, uma empresa pequena como uma família, formado por pessoas reais e com nomes.
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